A Emergência do Sincretismo Religioso e das Igrejas Messiânicas em Moçambique


Introdução

O presente trabalho subordina-se a temática “A Emergência do Sincretismo Religioso e das Igrejas Messiânicas em Moçambique” e visa essencialmente estabelecer conceitos e diversas relações através de uma análise comparativa e evolutiva da mesma, apresentando para o efeito as suas causas.
Mostra-se de suma importância pois permite aos futuros Oficiais do quadro permanente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, com particular enfoque os Educadores Civico-Patrioticos, conhecer os vários aspectos relacionados a esta emergência sincretismos religiosa das igrejas em nosso solo pátrio. Para a elaboração do presente trabalho consultou-se vários autores que abordam esta temática que se indicam nas referências bibliográficas.
De maneira a dar mais ênfase ao seu conteúdo, o trabalho compreende, alem da Introdução, a seguinte estrutura sequencial: Generalidades, Conceito de Sincretismo Religioso, Sincretismo religioso católico, Causas do sincretismo religioso em Moçambique e o impacto da proliferação das igrejas em Moçambique. Compreende ainda a Conclusão e as Referencias bibliográficas.


1. A Emergência do Sincretismo Religioso e das Igrejas Messiânicas em Moçambique

1.1. Generalidades

A religião enquadrasse dentro das necessidades básicas da existência humana. A comunidade internacional, reconhecendo essa necessidade do ser humano, decretou no seu artigo 18, a religião como um direito humano. As pessoas que pertencem a minorias políticas e religiosas encontram nos direitos humanos um apoio para a protecção do seu direito de pensar ou de acreditar de forma diferente daquela segundo a qual a maioria pensa ou acredita. Nenhuma circunstância, em matéria de crença religiosa ou de não-crença, deve conduzir a que um estado promulgue leis discriminatórias. Os Estados também têm a obrigação de assegurar que nenhuma pessoa ou instância privada que dependa da sua jurisdição viole este direito. Cada um de nós deve respeitar os outros e agir contra qualquer forma de discriminação existente à sua volta. E aqui onde reside o embaraço do governo para pôr fim ao fenómeno.
Depois da independência, em 1975, muitos estudos desenvolvidos sobre crenças e tradições religiosas produziram explicações que pouco se aplicam a situações concretas. Tais explicações foram o resultado de preocupações meramente teóricas de muitos pesquisadores e investigadores e nem sempre reflectiram o contexto no interior dos grupos estudados. A principal delas é a ideia generalizada de que o recente crescimento e reavivamento das crenças e tradições religiosas em Moçambique, particularmente na região Sul, representa uma resposta à crise social, política e económica provocada pela violência da guerra civil entre a Frelimo e a Renamo (milhares de mortes, mutilados, deslocados e outros), pela crescente exclusão social e dificuldades do Estado em prover os cidadão de cuidados essenciais básicos, tais como o acesso à saúde, à educação, água e saneamento, isto é, garantir o bem-estar social da população em geral. Desde os primeiros estudos que o debate sobre crenças e tradições religiosas e modelos teóricos estiveram sempre relacionados no contexto do Sul de Moçambique (Moto, 2011).
Ao analisar o surgimento, crescimento e recurso às crenças e tradições religiosas, a maior parte dos estudos estavam interessados em compreender o papel destas na solução dos problemas que afectam as sociedades locais. Ao mesmo tempo que se questionava em que medida as crenças e tradições religiosas locais foram capazes de desenvolver respostas para os diversos problemas que afectam os indivíduos e grupos locais, também se defendia a ideia de que as igrejas são comunidades funcionais. Esta característica funcional e estrutural esteve sempre presente no estudo das religiões no Moçambique pós-colonial. Esse estudo tinha objectivos não somente teóricos, mas principalmente práticos, isto é, voltado para a acção no terreno. Isto, porque o fim da guerra civil entre a Frelimo e a Renamo (1992) e o impacto das políticas de globalização aceleravam as dificuldades sociais e económicas das populações pouco privilegiadas. Assim, os vários estudos catalogam as instituições religiosas, por exemplo, as Igrejas Zione, como sendo fundamentais na minimização dos problemas da população, particularmente os provocados pela guerra, argumentando que tais instituições foram capazes de desenvolver mecanismos endógenos de cooperação e solidariedade entre os seus membros.

De acordo com o censo populacional de 1997, as Igrejas Zione surgem como terceira maior religião em Moçambique, com 17,5% da população total. Apenas são ultrapassadas pelo catolicismo com 23,8% e pelo Islão com 17,8%.

1.2. Sincretismo

Segundo Gusmão (2008) “sincretismo, fenómeno cultural que ocorre quando dois grupos com diferentes valores são postos em confronto. O sincretismo biológico é a mestiçagem. O cultural aparece nos comportamentos sociais resultantes das transposições ou justaposições de valores”.
O sincretismo é formado por doutrinas de origens diversas, tanto religiosa como filosófica. O sincretismo religioso é composto por uma intercomunicação de concepções religiosas diferentes.

Partes da mistura de elementos religiosos são as santidades sincréticas dos séculos coloniais quando práticas messiânicas e indígenas apareceram simbolizadas em ritos e divindades cristãs. Houve, ainda, uma fusão sincrética entre o judaísmo difuso dos cristãos-novos e a doutrina católica que lhes era imposta. A cultura popular tem reelaborado elementos de grupos de imigrantes e deles se apropriado.
Os rastafaris associam esforços de emancipação com elementos de religiosos africanas e do Velho Testamento, muitos deles são vegetarianos ou não comem carne de porco. Usa o álcool e a maconha alegando que o efeito de ambos o ajuda a alcançar um melhor estado de meditação e relaxamento.


1.3. Conceito de Sincretismo Religioso

Sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes, com a manutenção embora de traços perceptíveis das doutrinas originais. Possui, por vezes, um certo sentido pejorativo na questão da artificialidade da reunião de doutrinas teoricamente incongruentes entre si. Frequentemente, quando se fala em sincretismo, se pensa no sincretismo entre diferentes religiões, no chamado sincretismo religioso (Gusmão, 2008).

1.3.1. Sincretismo religioso católico

Sincretismo é a absorção de um sistema de crenças por outro. Isto ocorreu, por exemplo, quando o cristianismo absorveu e adaptou conceitos das religiões da Europa, moldando-os de acordo com os interesses da Igreja Católica numa tentativa de facilitar a propagação da religião cristã no continente europeu.
Como refere Gusmão (2008), “um exemplo é a festa cristã do Natal, originalmente uma festa pagã que celebrava o solstício de inverno e o nascimento anual do Deus Sol mas que a Igreja Católica transformou na anual celebração do nascimento de Jesus Cristo”.

Nas religiões afro-latino-americanas, cada orixá corresponde a um santo católico, mas, de fato, não se trata de uma amálgama. As figuras não se confundem. Muitos dos santos Católicos são cultuados também no candomblé e em outras religiões afro-latino-americanas. Na época da escravidão na América Latina, os escravos africanos criaram uma maneira criativa e inteligente de enganar os seus senhores. Invocavam os seus deuses africanos sob a forma dos santos católicos: Oxóssi na forma de São Sebastião, Ogum como São Jorge, Oxalá como Jesus Cristo, Ibejis como Cosme e Damião, Iansã como Santa Bárbara, os fios de contas como Nossa Senhora do Rosário, entre outros. Também adaptaram alguns rituais africanos à tradição cristã: por exemplo, a incorporação da Lavagem do Bonfim à cerimónia das Águas de Oxalá. Podiam, assim, manifestar publicamente, ainda que de forma dissimulada, sua religiosidade africana. O sincretismo religioso afro-brasileiro já foi retratado em várias obras da literatura, música, teatro e artes plásticas brasileiras. Letristas como Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes e Jorge Ben Jor retrataram o tema em diversas canções, enquanto Dias Gomes levou-o para o teatro com a peça O Pagador de Promessas, que, mais tarde, foi levada para o cinema conquistando uma Palma de Ouro no Festival de Cannes e uma indicação ao prémio Óscar de melhor filme estrangeiro.

1.3.2. Busca de reformas das igrejas grandes

Houve reformistas de várias tendências, como John Wycliffe, João (Jan) Hus e Girolamo Savonarola que denunciaram o enfraquecimento moral e a corrupção económica da Igreja e desejaram mudar, radicalmente, esta situação.
As formosas igrejas grandes como a católica e muçulmana têm a particularidade de ter uma estrutura e organização directiva rígidas. Não obstante os dogmas que tentam explicar certos factos incompreensíveis à razão humana. Esta aparente organização hierarquizada tem contribuído significativamente para a saída de alguns membros para fundar as suas respectivas congregações religiosas, onde a atenção e participação parece relativamente maior em relação há essas igrejas grandes (Gusmão, 2008).

Nas pequenas Igrejas, quase que todos os membros têm um papel a desempenhar no seio da comunidade, ao passo que nas grandes tem comissões e dirigentes específicos. E essa organização faz com que muitos fiéis não se sintam completamente integrados, os o que os leva erroneamente a pensar que são inúteis.

1.4. O animismo

Animismo, consiste na crença em seres espirituais. No século XVIII, o médico alemão Georg Ernst Stahl recorreu a essa palavra para descrever sua teoria, segundo a qual a alma é o princípio vital responsável pelo desenvolvimento orgânico. Desde fins do século XIX, o conceito passou a ser associado à antropologia; o britânico Sir Fdward Burnett Tylor descreveu as origens da religião e das crenças primitivas eram termos de animismo. Em sua obra Cultura animista (1871), considerou-o como “uma definição mínima de religião”. Ao formular sua leona. Afirmou que a filosofia animista se desenvolvia como uma tentativa de explicar as causas dos sonhos, os transes e a morte. Um facto importante a assinalar é que na cultura africana e moçambicana, em particular, a crença em forças sobrenaturais e nos espíritos dos antepassados são características predominantes, mesmo entre os indivíduos aparentemente cultos, continuam ligados a essas práticas.
Só para indicar um exemplo, em Fevereiro de cada ano há uma cerimónia da época do canhú, o Guaza Mutine, em que dirigentes e políticos de vários níveis culturais participam.


1.5. Causas do Sincretismo Religioso em Moçambique

Moçambique é um dos países em vias de desenvolvimento e, entre os mais pobres do mundo, aliás, fala-se de um nível de pobreza absoluta, dado que uma boa parte da população, segundo OMS, sobrevive com menos de 5 dólares por dia.
Problemas como doenças, calamidades naturais, guerras étnicas, analfabetismo, miséria e fome, constituem o dia-a-dia dos africanos, apesar da riqueza dos seus recursos naturais.
Moto (2011) refere que “de um modo geral, esses movimentos religiosos centram suas pregações nesses problemas, o que faz com que a população analfabeta, incerta e desesperada adira incondicionalmente às propostas de solução apresentadas por esses movimentos religiosos”.

1.5.1. O desespero e a incerteza

A vida tem encanto enquanto esperamos algo melhor. Como fizemos referência, oportunamente, toda acção humana visa a solução de uma necessidade. Por outras palavras, o homem é condenado a ser feliz.
A opção é o exercício pleno da liberdade. E só se fala de liberdade onde há existência de muitas alternativas. Um indivíduo desesperado é mais propenso a aderir, sem discernimento a   quaisquer   tipo   de   sedução,    desde   que   esta   se   identifique aparentemente com o seu sofrimento (Moto, 2011).

1.5.2. O analfabetismo:

Actualmente o analfabetismo ronda aos 70%, Grande parte dos dirigentes africanos não aposta seriamente neste sector O investimento na educação é apenas um discurso político com objectivo de atrair mais investimentos. Por conseguinte, não acreditam nos seus sistemas de ensino vigentes nos seus países e, como prova disso os seus filhos e familiares estudam no estrangeiro, com objectivo não de desenvolver o País, mas de perpetuar a classe no poder (Moto, 2011).
Aliado a isto, a educação em Moçambique é uma educação distante da realidade, não raras vezes puramente teórica. As mulheres muitas vezes por questões culturais não têm acesso a educação formal. Mas as mulheres, em particular, necessitam de melhorar a sua instrução, a sua formação profissional e adquirir conhecimentos básicos com vista a melhorar a saúde e a nutrição das suas famílias. Consequentemente as presas fáceis desses movimentos são fundamentalmente mulheres (Moto, 2011).
A desgraça do analfabeto é a incapacidade de descobrir o que é direito e o que é dever. É por essa razão que o campo fértil e preferencial desses movimentos é nas comunidades onde o nível de escolaridade é baixo.
O analfabetismo é um factor que concorre negativamente para a exploração material e psicológica dos africanos e de moçambicanos, em particular. Quanto maior for a ignorância, maior é pré-disposição ao fanatismo. Uma boa maioria dos fanáticos é analfabeta. E, se eventualmente tiveram alguma formação, esta foi previamente orientada para fins religiosos, desde a selecção dos conteúdos pedagógicos, os materiais didácticos até aos próprios professores. Na maioria dos casos os movimento religiosos com tendências fundamentalistas tem as suas próprias escolas e centros de formação. Pode se indicar como o exemplo escolas maometanas, entre outras em que os conteúdos são essencialmente religiosos, até indivíduos que tiveram algumas formações (Moto, 2011).

1.5.3. O desemprego e a pobreza

Com a mecanização do trabalho, resultante de Revolução Industrial, o desemprego tem vindo a constituir um autêntico desafio para todos os governos mundiais e não particularmente para Moçambique que está em vias de desenvolvimento, com a industrialização, muita mão-de-obra tem vindo a perder os seus postos de trabalho, além de algumas empresas que não conseguindo concorrer com as multinacionais, são forçadas a fechar e a declarar falência.
Aproveitando-se desta situação, a promessa de uma mudança de vida, através de entrega de dízimos a esses movimentos tem sido a isca usada para pescar mais membros, que entrega o melhor das suas escassas possibilidades na ilusão de encontrar uma recompensa fabulosa, por intermédio de orações dos pastores oportunistas.

1.5.4. Doenças

Na África, a HIV/SIDA é uma das ameaças mais sérias ao desenvolvimento. Segundo estimativas da Organização Mundial de saúde, os países africanos mais afectados perderão de 13% a 23% as forças de trabalho nos próximos vinte anos. Qual é o reflexo disso para a economia? A consequência imediata será a redução do trabalho agrícola, numa altura em que a agricultura se afigura como uma das soluções para a prosperidade africana. A saúde de uma população afecta directamente a sua produtividade.
No concernente a doenças como HIV/SIDA, ébola, tuberculose, meningite, palio, reduz a segurança social na velhice, aumentado o número de órfãos, reduz a força laboral, reduz a poupança e a vontade de poupar, vivendo-se num fatal existencialismo e aumentando gastos em cuidados de doentes e em funerais. Qual é o preço de um caixão? A mais modesta parte de 1400,00 MZN.
Os animadores destas seitas sustentam que o desemprego e a doença vêm do diabo e propõe exorcismo em troca de dinheiro às pessoas afectadas pelas carências do Estado em matéria de saúde e educação e que perderam os seus pontos de referência em famílias desmembradas.
Pode se indicar como exemplo a igreja universal do reino de Deus, de origem brasileira, implantada na Costa de Marfim, Moçambique e na Nigéria, principalmente, que tem a particularidade de comprar as salas de cinemas para transforma-las em salas de culto.

Em África, devastada pelo SIDA, onde 1.8 milhões das 2.5 milhões de mortes por SIDA, ocorrem neste continente, segundo a OMS, estes movimentos hostis ao preservativo, atribuem o SIDA ao diabo e propõem exorcismo (Moto, 2011).

1.5.5. A desintegração social

Paralelamente ao aumento do número de vítimas do SIDA, está o número crescente de órfãos e de famílias desintegradas vítimas de doenças ou outros males sociais, que muitas vezes forçam os homens a abandonar as suas famílias em busca de melhores condições em países vizinhos, que infelizmente acabam contraindo outros casamentos extras ou mulheres que também abandonam seus lares em busca de “boas soluções”.
O recurso aos movimentos religiosos, como refere Moto (2011), tem sido a alternativa para restaurar a unidade da família desintegrada.

1.6. O impacto da proliferação das igrejas em Moçambique

Dado à complexidade do fenómeno, é difícil determinar exaustivamente as implicações da proliferação das igrejas em Moçambique. O que a seguir apresentamos constitui o pouco das entre tantas implicações.
A proliferação das seitas comporta consigo incertezas que se pode traduzir em sincretismo, fanatismos, desorientação, desconfianças, fundamentalismo, conflitos armados, entre outros (Gusmão, 2008).

1.6.1. Desencaminhamento, desespero e suicídio

Igreja Universal do Reino de Deus. Entidade religiosa criada em 1977 pelo Bispo Edil Macedo e que, além dos mais de 3 mil templos espalhados no Brasil, tem casas de oração em mais de 70 países. A Igreja Universal criou, para se divulgar, uma rede de comunicação que inclui rádios, jornais e uma cadeia nacional de televisão. Um dos maiores fenómenos sociais brasileiros do final do século, a Igreja Universal tem um número crescente de adeptos que se definem como evangélicos. Primeira igreja brasileira a abrir espaço no exterior, o fundamento de sua fé é a frase “Cristo é o Senhor” e a única imagem reverenciada por seus seguidores é a cruz (Gusmão, 2008).

1.6.2. Exploração material e psicológica

A proliferação de seitas em África, recentemente ilustrada em Uganda, com a tragédia no culto do Movimento para a restauração dos Dez Mandamentos de Deus, que deixou mais de 900 mortos, se deve sobretudo à miséria e à doença, enquanto os promotores dessas igrejas são motivados principalmente pelo dinheiro, estimam especialistas em Paris (AgênciaTrance Prece). Eles assinalam que os promotores de milhares dessas igrejas prometem aos seus membros, geralmente pobres, aliviar-lhes a existência do mal. Em trocam tiram deles seus poucos recursos.

1.6.3. Fundamentalismo

Estão chegando a África, no caso concreto de Moçambique, movimentos religiosos de origem americana e brasileira de tipo Pentecostes, muito radicais, fundamentalistas e maniqueístas, que fazem leituras literais da Bíblia, arrastando consigo milhares de desesperados (Gusmão, 2008).

Conclusão

Sincretismo é o fenómeno cultural que ocorre quando dois grupos com diferentes valores são postos em confronto. O sincretismo religioso é composto por uma intercomunicação de concepções religiosas diferentes.

A religião enquadrasse dentro das necessidades básicas da existência humana. Surge como bússola de orientação para explicar, em especial, a origem e as essências do Homem recorrendo a Fé.
Em Moçambique nota-se com maior alento suas praticas logo a partir da independência nacional, servindo-se então como ferramenta fundamental para reorganizar e guiar, segundo enunciam, o país a um recapitulado e avançado desenvolvimento pós-conflito, sendo primeiramente guiadas por uma única corrente (católica) e posteriormente ramificada em outras diversas, como dissidentes, fruto de conflitos de poderes e a busca de novas exigências de manifestação a Deus diferentes desta. Surge então o messianismo.

Referências bibliográficas

Gusmão, N. M. M. (2008). Antropologia, Estudos Culturais e Educação: desafios da
modernidade. São Paulo, Brasil: USP.
Moto, M. (2011). Filosofia e Cultura Moçambicana. (2ª Edição). Maputo, Moçambique:
UEM.